José Roberto da Silva, de 60 anos e deficiente visual, se machucou ao cair num mangue após obras da prefeitura em uma ponte de madeira
Matéria publicada no Uol em 21/10 - leia aqui
Um morador do bairro Alemoa, na cidade de Santos, litoral paulista, sofreu uma lesão na coluna após cair ao sair de casa. O que provocou o acidente foi uma alteração no caminho de José Roberto após obras feitas pela prefeitura onde casas foram removidas, em um processo de reformulação da entrada da cidade.
As moradias, retiradas de uma área de palafitas para dar lugar a uma obra de drenagem num canal fluvial, serviam como uma 'proteção', já que delimitavam ponte de onde José Roberto caiu para dentro do mangue. "Quando eu caí quase afundei totalmente. Eles tiraram os moradores e todo mundo sabia que tinha um cego morando lá no fundo".
Cego há dez anos, decorrente de uma diabetes, o morador chegou a ir na Companhia de Habitação da Baixada Santista (Cohab de Santos), onde teria ouvido que nada poderia ser feito por ele. "Eles sabiam que eu era cego, mas a prefeitura não reconheceu, pensou que era brincadeira, não levou a coisa a sério", contou.
Conhecido como pastor Ceguinho, José Roberto, após se recuperar de uma torção espinhal, ajuizou uma ação contra o poder público e teve como resposta que era dele a inteira responsabilidade dele desviar dos obstáculos - ignorando a informação de que ele é cego.
Ao ser questionada e confrontada com a descrição da deficiência do morador, a resposta do município foi juntada por meio de petição ao processo, em que o procurador Gilmar Vieira da Costa se desculpa. "Em atenção aos princípios de boa-fé e lealdade processual, o Município de Santos vem expor que, por um equívoco, fez constar em sua defesa a tese de culpa exclusiva da vítima, que é objeto de debate em outro feito... Diante disso, este signatário estampa seu sincero pedido de desculpas ao autor da ação e afirma não haver interesse no Município em formular objeção com relação a este fato, que não harmoniza com os demais argumentos lançados à apreciação do Poder Judiciário".
Matéria publicada no Uol em 21/10 - leia aqui
Um morador do bairro Alemoa, na cidade de Santos, litoral paulista, sofreu uma lesão na coluna após cair ao sair de casa. O que provocou o acidente foi uma alteração no caminho de José Roberto após obras feitas pela prefeitura onde casas foram removidas, em um processo de reformulação da entrada da cidade.
As moradias, retiradas de uma área de palafitas para dar lugar a uma obra de drenagem num canal fluvial, serviam como uma 'proteção', já que delimitavam ponte de onde José Roberto caiu para dentro do mangue. "Quando eu caí quase afundei totalmente. Eles tiraram os moradores e todo mundo sabia que tinha um cego morando lá no fundo".
Cego há dez anos, decorrente de uma diabetes, o morador chegou a ir na Companhia de Habitação da Baixada Santista (Cohab de Santos), onde teria ouvido que nada poderia ser feito por ele. "Eles sabiam que eu era cego, mas a prefeitura não reconheceu, pensou que era brincadeira, não levou a coisa a sério", contou.
Conhecido como pastor Ceguinho, José Roberto, após se recuperar de uma torção espinhal, ajuizou uma ação contra o poder público e teve como resposta que era dele a inteira responsabilidade dele desviar dos obstáculos - ignorando a informação de que ele é cego.
Ao ser questionada e confrontada com a descrição da deficiência do morador, a resposta do município foi juntada por meio de petição ao processo, em que o procurador Gilmar Vieira da Costa se desculpa. "Em atenção aos princípios de boa-fé e lealdade processual, o Município de Santos vem expor que, por um equívoco, fez constar em sua defesa a tese de culpa exclusiva da vítima, que é objeto de debate em outro feito... Diante disso, este signatário estampa seu sincero pedido de desculpas ao autor da ação e afirma não haver interesse no Município em formular objeção com relação a este fato, que não harmoniza com os demais argumentos lançados à apreciação do Poder Judiciário".
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