Há mais de uma década vivendo com movimentos limitados, Daniela Bortman, de 36 anos, superou expectativas e se formou em medicina mesmo com a descrença de um dos professores
Matéria publicada em 23/10/2019 pelo portal Viva Bem, coluna de Cristiane Segatto Leia na íntegra
Daniela e a técnica de enfermagem Fernanda (de branco) simulam o atendimento de uma funcionária na Bayer, em São Paulo. (Foto: Divulgação/UOL VivaBem)
Após sofrer um acidente de trânsito, aos 23 anos, que a deixou tetraplégica, Daniela Bortman precisou superar suas limitações e a descrença de um professor para se tornar médica. Enquanto cursava a Faculdade de Medicina de Taubaté, no interior de São Paulo, um dos docentes decretou que ela não conseguiria se formar e que devia procurar outra profissão.
A médica não só conseguiu a formação como também é a responsável pelo departamento de saúde ocupacional de todas as unidades de uma Multinacional, no Brasil. Viaja pelo país, provocando reflexões sobre o que é, afinal, incapacidade para o trabalho e tenta desconstruir a ideia de que deficiência está associada à ineficiência.
O caminho logo após o acidente era de esperança, mas seis meses depois de passar por algumas cirurgias e inúmeras sessões de fisioterapia ela percebeu que não conseguiria recuperar os movimentos do corpo. Este foi o momento que entrou no período de depressão e chegou a pensar em suicídio. Segundo Daniela, foi o amor do pai que a fez sair do buraco e retomar a faculdade.
Prestes a se casar com o administrador, Otavio Moura, com quem se relaciona há 10 anos, a médica tenta se desvencilhar do preconceito, pois afirma que ainda existe. Ela mostra dia a dia que superação eleva a capacidade não importando as limitações.

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