Comandos são enviados a um "esqueleto mecânico" por meio de dispositivos implantados no crânio do paciente
Matéria publicada na revista Galileu em 04/10/2019 - Acesse aqui para ler
Comandos são enviados ao "esqueleto mecânico" por dois dispositivos
implantados no crânio do paciente (Foto: FONDS DE DOTATION CLINATEC)
A empresa francesa Clinatec desenvolveu um exoesqueleto de metal, que permite pacientes com limitações de movimentos mexer membros a partir de comandos enviados pelo cérebro que passam por um chip instalado no crânio. Essa tecnologia auxiliou o francês Thibault, de 30 anos, que perdeu os movimentos do corpo após uma queda que o deixou tetraplégico, em 2015.
Segundo o que a equipe do instituto de pesquisas francês publicou no The Lancet Neurology, o homem conseguiu movimentar os membros graças à uma prótese que "lê mentes". O aparelho, que já está sendo desenvolvido há anos pela companhia Clinatec, é comandado por dois dispositivos que são implantados no crânio do paciente durante uma cirurgia.
Inicialmente, o jovem praticou o uso dos implantes cerebrais controlando um personagem virtual em um jogo de computador, e, quando pegou prática, pôde passar para os testes reais: "Foi como [ser] o primeiro homem na Lua. Eu não andei por dois anos. Esqueci como era, esqueci que era mais alto do que muitas pessoas na sala", disse Thibault, segundo a rede britânica BBC. Para isso, o paciente veste um tipo de "esqueleto mecânico" que pesa 65kg e fica conectado ao teto por uma corda, para evitar acidentes. "Foi muito difícil porque é uma combinação de múltiplos músculos e movimentos", contou.
Segundo o que a equipe do instituto de pesquisas francês publicou no The Lancet Neurology, o homem conseguiu movimentar os membros graças à uma prótese que "lê mentes". O aparelho, que já está sendo desenvolvido há anos pela companhia Clinatec, é comandado por dois dispositivos que são implantados no crânio do paciente durante uma cirurgia.
Inicialmente, o jovem praticou o uso dos implantes cerebrais controlando um personagem virtual em um jogo de computador, e, quando pegou prática, pôde passar para os testes reais: "Foi como [ser] o primeiro homem na Lua. Eu não andei por dois anos. Esqueci como era, esqueci que era mais alto do que muitas pessoas na sala", disse Thibault, segundo a rede britânica BBC. Para isso, o paciente veste um tipo de "esqueleto mecânico" que pesa 65kg e fica conectado ao teto por uma corda, para evitar acidentes. "Foi muito difícil porque é uma combinação de múltiplos músculos e movimentos", contou.
(Foto: Divulgação)
Em tarefas nas quais Thibault teve que tocar em alvos específicos usando o exoesqueleto, por exemplo, ele foi bem sucedido em 71% das vezes. Contudo, a equipe ressalta que ainda há muito trabalho pela frente. "Isso está longe de ser uma caminhada autônoma", ponderou o professor Alim-Louis Benabid, presidente do conselho executivo da Clinatec.

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