'Sou cego e desisti de usar o Tinder': como apps de namoro excluem PCDs
Matéria publicada em 08/11/19 pelo blog Universa da portal Uol Leia na íntegra
Matéria publicada em 08/11/19 pelo blog Universa da portal Uol Leia na íntegra
Imagem: YouTube
O jornalista e ativista Gustavo Torniero, de 24 anos, é deficiente visual e desistiu de usar aplicativos de relacionamento há dois anos. Com a falta de acessibilidade desses apps, como descrição dos botões entre outros recursos, os usuários com necessidades específicas não conseguem usufruir, ficando assim excluídos e, dificultando ainda mais um match certeiro, que é o objetivo de quem utiliza este tipo de ferramenta.
Por causa dessas e outras complicações, foi criado o movimento Web Para Todos, que trabalha para identificar quais os canais na internet que não disponibilizam acessos apropriados aos deficientes. O grupo colhe depoimentos dos usuários e repassam para a empresa solicitando adequação do produto.
A lei brasileira recomenda que programas de computador e aplicativos ofereçam recursos de acessibilidade para quem tem alguma deficiência e desde 2015 obriga endereços da internet a terem recursos para facilitar e inclusão desses indivíduos. Contudo, o Estatuto da Pessoa com Deficiência, hoje Lei Brasileira de Inclusão, não prevê uma multa para quem descumprir esse tipo de recomendação, dando brecha para o não cumprimentos.
Um ponto observado por Simone Freire, idealizadora do movimento Web Para Todos, é o quanto o Brasil perde em dinheiro ao não investir em tecnologia de acessibilidade. "O Banco Mundial afirma que há um potencial de consumo de US$ 7 trilhões em todo o planeta para serem consumidor pelas mais de 1 bilhão de pessoas com algum tipo de deficiência", diz a especialista.
Assista ao depoimento de Gustavo Torniero sobre dificuldades com o Tinder clique aqui

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