Decisão beneficiará pacientes com epilepsia, autismo, Parkinson e transtornos ansiosos e depressivos
Matéria publicada em 5/12/19 pelo site da Isto É Leia mais aqui
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na última terça-feira (3/12) a liberação da venda em farmácias de produtos à base de cannabis para uso medicinal no Brasil. A regulamentação é temporária, com validade de três anos.
De acordo com a Gerência de Produtos Controlados (GPCON), até o mês de julho de 2019, 6.457 pessoas receberam a autorização para uso. A epilepsia liderou entre os pedidos aprovados, com 2.480 permissões, seguida de autismo (811), dor crônica (353) e doença de Parkinson (344). Transtornos ansiosos e depressivos também estão na lista.
A fisioterapeuta Camila Aparecida Shimabukuro Lima, de 40 anos, conheceu o Canabidiol (CDB) num programa de TV, há três anos. O filho dela, Rafael, de 8 anos, tem a síndrome de Sturge-Weber, que provoca crises convulsivas e retardo mental.
Os medicamentos usados até então não davam bons resultados e nenhum médico havia mencionado a existência do CBD. Mas, após o uso, ela percebeu que houve evolução no desenvolvimento da criança. “No caso do meu filho, o remédio não atua tanto nas convulsivas, mas percebi uma melhora no comportamento e na parte cognitiva”, diz.
É esperado que o preço dos medicamentos, que até então eram comprados fora do país, venha a ter uma queda de aproximadamente 75%.
A norma que autoriza a venda nas farmácias e drogarias sem manipulação começa a valer 90 dias após publicação no "Diário Oficial da União". Será permitida a comercialização de produtos prontos a base de canabidiol para uso oral e nasal, em formato de comprimidos ou líquidos, além de soluções oleosas.
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O canabidiol, derivado de plantas de cannabis, não causa efeito de euforia - AFP/Arquivos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na última terça-feira (3/12) a liberação da venda em farmácias de produtos à base de cannabis para uso medicinal no Brasil. A regulamentação é temporária, com validade de três anos.
De acordo com a Gerência de Produtos Controlados (GPCON), até o mês de julho de 2019, 6.457 pessoas receberam a autorização para uso. A epilepsia liderou entre os pedidos aprovados, com 2.480 permissões, seguida de autismo (811), dor crônica (353) e doença de Parkinson (344). Transtornos ansiosos e depressivos também estão na lista.
A fisioterapeuta Camila Aparecida Shimabukuro Lima, de 40 anos, conheceu o Canabidiol (CDB) num programa de TV, há três anos. O filho dela, Rafael, de 8 anos, tem a síndrome de Sturge-Weber, que provoca crises convulsivas e retardo mental.
Os medicamentos usados até então não davam bons resultados e nenhum médico havia mencionado a existência do CBD. Mas, após o uso, ela percebeu que houve evolução no desenvolvimento da criança. “No caso do meu filho, o remédio não atua tanto nas convulsivas, mas percebi uma melhora no comportamento e na parte cognitiva”, diz.
É esperado que o preço dos medicamentos, que até então eram comprados fora do país, venha a ter uma queda de aproximadamente 75%.
A norma que autoriza a venda nas farmácias e drogarias sem manipulação começa a valer 90 dias após publicação no "Diário Oficial da União". Será permitida a comercialização de produtos prontos a base de canabidiol para uso oral e nasal, em formato de comprimidos ou líquidos, além de soluções oleosas.

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