A comunicação com a equipe e o técnico não foi vista como empecilho, se tornou uma troca de informações
Matéria publicada em 20/1/2020 pelo portal Estadão Leia na íntegra
Natural de Erechim, Rio Grande do Sul, a jogadora surda de futsal feminino e campeã mundial com a seleção brasileira, Stefany Krebs, mudou a rotina de treinamento do time do Palmeiras. Ela é a primeira jogadora com deficiência auditiva do clube.
A comunicação com a equipe e o técnico não foi vista como empecilho, se tornou uma troca de informações. Enquanto Stefany ensina às companheiras a Língua Brasileira de Sinais (Libras), as colegas criam gestos para as jogadas fazendo com que o entrosamento dentro do campo seja sintonizada.
A defensora do time, Stella, uma das mais próximas da atleta, explica que o segredo é fazer gestos, como agitar os braços quando quiser receber a bola. Para chamar a atenção quando a companheira está de costas, é preciso o contato corporal, como um toque no ombro. "Ela já falou que a gente pode empurrá-la para a chamar a atenção", sorri Stella. "Tem sido um aprendizado muito legal para todo mundo", revela.
Stefany, que gosta de ser apenas "Tefy", também usa a leitura labial para entender o que os outros querem. Nesse caso, o interlocutor tem de articular bem as palavras e falar devagar. "Estamos conversando aos poucos. Elas falam 'bom dia' e eu me sinto feliz. Eu não estou sozinha. Estou sendo incluída", diz a atleta com a ajuda de Eder Zanella, professor e intérprete de Libras.
O Palmeiras fez a contratação de especialistas para auxiliar e intensificar a inclusão da jogadora. Outros profissionais fazem parte deste processo, como o preparador físico William Bitencourt e a analista de desempenho Vanessa Silva, que trabalham no clube e também fazem parte da comissão técnica da seleção brasileira de futsal de surdos.
"Estamos dando uma atenção maior a ela neste início. Antes do treino, apresentamos um vídeo e explicamos como vai ser o trabalho do dia. Depois, fazemos os ajustes. São pelo menos três sessões de treinos fora do campo com ela", explica o profissional.
Matéria publicada em 20/1/2020 pelo portal Estadão Leia na íntegra
Foto: Taba Benedicto/Estadão
A comunicação com a equipe e o técnico não foi vista como empecilho, se tornou uma troca de informações. Enquanto Stefany ensina às companheiras a Língua Brasileira de Sinais (Libras), as colegas criam gestos para as jogadas fazendo com que o entrosamento dentro do campo seja sintonizada.
A defensora do time, Stella, uma das mais próximas da atleta, explica que o segredo é fazer gestos, como agitar os braços quando quiser receber a bola. Para chamar a atenção quando a companheira está de costas, é preciso o contato corporal, como um toque no ombro. "Ela já falou que a gente pode empurrá-la para a chamar a atenção", sorri Stella. "Tem sido um aprendizado muito legal para todo mundo", revela.
Stefany, que gosta de ser apenas "Tefy", também usa a leitura labial para entender o que os outros querem. Nesse caso, o interlocutor tem de articular bem as palavras e falar devagar. "Estamos conversando aos poucos. Elas falam 'bom dia' e eu me sinto feliz. Eu não estou sozinha. Estou sendo incluída", diz a atleta com a ajuda de Eder Zanella, professor e intérprete de Libras.
O Palmeiras fez a contratação de especialistas para auxiliar e intensificar a inclusão da jogadora. Outros profissionais fazem parte deste processo, como o preparador físico William Bitencourt e a analista de desempenho Vanessa Silva, que trabalham no clube e também fazem parte da comissão técnica da seleção brasileira de futsal de surdos.
"Estamos dando uma atenção maior a ela neste início. Antes do treino, apresentamos um vídeo e explicamos como vai ser o trabalho do dia. Depois, fazemos os ajustes. São pelo menos três sessões de treinos fora do campo com ela", explica o profissional.

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