TECNOLOGIA: Aplicativo conecta deficientes visuais e voluntários para ajuda em tarefas diárias

O Be My Eyes conta com 3 milhões de voluntários em 150 países. Mais de 100 mil pessoas recorrem aos ajudantes do app

Matéria publicada em 26/2/2020 pela revista Época Negócios Leia na íntegra

Foto: divulgação 

O artesão de móveis dinamarquês Hans Jørgen Wiberg, 80 anos, teve um processo de perda de visão causado por uma doença genética. Sendo voluntário de uma associação de deficientes visuais, Hans percebeu que muitos cegos e pessoas com baixa visão, frequentemente tinham de recorrer à ajuda de terceiros para realizar as atividades mais simples, como ligar um eletrodoméstico ou verificar a validade de um produto.

“Nos velhos tempos, uma máquina de café, por exemplo, tinha apenas um botão, liga-desliga”, diz o artesão. “Hoje praticamente precisamos de um diploma para fazer uma xícara de café”, brinca.

Um amigo lhe contou que para driblar as dificuldades do dia a dia realizava chamadas de vídeo com parentes e amigos. Hans teve então a ideia de criar um aplicativo para conectar deficientes visuais e voluntários, através de videochamadas. Em 2012, ele apresentou o projeto em uma competição de startups e em janeiro de 2015 o Be My Eyes (em português, "seja meus olhos") foi lançado. Nas primeiras 24 horas, o app tinha quase 10 mil inscritos.

No ano passado, o facilitador atingiu a marca de 3 milhões de pessoas inscritas como voluntárias e 110 mil deficientes recorriam frequentemente ao sistema, em 150 países e 180 idiomas. Em 2017, o Be My Eyes foi escolhido melhor aplicativo Google Play nas categorias “Mais Inovador” e “Melhor Ajudante Diário”.





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