Operação é esperança para livrar Vitória e Ana das limitações que as impedem de andar. Ruth, a outra filha, é cega precisa de aulas de braille
Matéria publicada em 11/3/2020 pelo portal Estado de Minas Leia na íntegra
A terceira das trigêmeas, Ruth, tem deficiência visual e precisa de uma professora de braille. A mãe também está se esforçando para conseguir acompanhamento médico para o outro filho, Luiz, que tem déficit de atenção. “Eles me encaminharam para um médico, que não é especializado nessa área. A demanda está difícil. Não estou conseguindo médico. Vou entrar na Justiça”, afirma.
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Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 5/12/19
Tatiana Rocha Franco, de 33 anos, mãe de trigêmeas de seis anos, conseguiu, após uma longa batalha por melhores condições de vida para as filhas, a liberação, em Belo Horizonte, de cirurgias para correção de limitações que impedem duas delas de andar.
Ana será operada no dia 19 no Hospital da Baleia e Vitória também já tem guia para cirurgia que deverá ser realizada no Hospital das Clínicas, ainda sem data marcada. As meninas, mais dois irmãos e Tatiana moram em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.“Graças a Deus consegui. Ontem foi remarcada a cirurgia da Vitória. Agora só falta aguardar para ela ser chamada”, diz.
É a segunda vez que Vitória segue para cirurgia. Em agosto, o procedimento foi adiado devido a seu quadro de saúde. Na época, ela chegou a ser internada no Hospital da Baleia, mas não pôde ser operada. O risco cirúrgico indicou a necessidade de que o pós-operatório fosse no Centro de Terapia Intensiva (CTI), extrapolando os gastos previstos para o procedimento pela Associação Mineira de Reabilitação (AMR), onde a criança e a irmã Ana fazem acompanhamento. As trigêmeas nasceram prematuras de cinco meses, todas com deficiência: Rute é cega; Ana, cadeirante, e Vitória tem paralisia cerebral. “Tudo o que eu mais quero é que minhas filhas andem, se essa for a vontade de Deus”, afirma.
Ana passará por operação no fêmur, na cartilagem atrás do joelho e de reparação dos pés. “Ela tem pés de bailarina”, diz a mãe. Durante a cirurgia, a menina receberá também injeção de medicamento para ativar os nervos atrofiados. O tratamento é de alto custo. Somente a substância custa R$ 4 mil e também foi uma batalha para que Tatiana conseguisse na rede pública de saúde de Belo Horizonte.
Ana passará por operação no fêmur, na cartilagem atrás do joelho e de reparação dos pés. “Ela tem pés de bailarina”, diz a mãe. Durante a cirurgia, a menina receberá também injeção de medicamento para ativar os nervos atrofiados. O tratamento é de alto custo. Somente a substância custa R$ 4 mil e também foi uma batalha para que Tatiana conseguisse na rede pública de saúde de Belo Horizonte.
A terceira das trigêmeas, Ruth, tem deficiência visual e precisa de uma professora de braille. A mãe também está se esforçando para conseguir acompanhamento médico para o outro filho, Luiz, que tem déficit de atenção. “Eles me encaminharam para um médico, que não é especializado nessa área. A demanda está difícil. Não estou conseguindo médico. Vou entrar na Justiça”, afirma.

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